sexta-feira, 27 de julho de 2018

RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA MAIS UMA VEZ PERSEGUIDAS


STF inicia julgamento sobre sacrifício de animais em rituais religiosos
  por: Eliane Rubim

 No dia 9 de agosto de 2018, será julgado pelo Supremo tribunal Federal – STF o Recurso Extraordinário - RE 494.601, interposto pelo Ministério Público (MP) do estado do Rio Grande do Sul, contra o Tribunal de Justiça (TJ) gaúcho. O RE 494.601 questiona a constitucionalidade da Lei Estadual nº 12.131/04, em vigência no Rio Grande do Sul, que modificou o código estadual de proteção dos animais em 2004, excepcionando os cultos das religiões de “matrizes africanas” da proibição de crueldade.
Os desembargadores gaúchos consideraram que a lei não fere a Constituição estadual, desde que os animais sejam mortos “sem excessos ou crueldade”. O tribunal concluiu também que “não há norma que proíba a morte de animais, e, de toda sorte, no caso a liberdade de culto permitiria a prática”. O MP alega que a exceção dada as religiões de matrizes africanas, baseada na previsão da liberdade religiosa na Constituição Federal, não lhes dá o direito de cometer um crime contra os animais. E que a lei 12.131/04, segundo o RE, “invade a competência da União para legislar sobre matéria penal, assim como haveria privilégio concedido aos cultos das religiões de matriz africana para o sacrifício ritual de animais, ofendendo a isonomia e contrapondo-se ao caráter laico do país”.

Sobre a tensão de direitos entre proteção animal e liberdade religiosa, o sacrifício ritual de animais nas religiões de matriz africana não pode ser criminalizado nem perante a lei de crimes ambientais nem perante a lei de contravenções penais, pois ao realizá-lo o/a sacerdote/iza não tem a intensão de submeter os animais a maus tratos ou matá-los. O abate tradicional ou sacrifício de animais, que alguns integrantes dos povos tradicionais de matriz africana chamam de sacralização, é uma prática fundamental da liturgia desses povos.

Representantes de religiões de matriz afro criticam a proibição e alegam que se trata de preconceito e racismo contra um segmento. O abate para fins de culto não fere a Declaração Universal dos Direitos dos Animais. Além disso, essas lideranças alegam que outras religiões praticam o procedimento, porém não são alvo de perseguições legais.

No ano passado, representantes da Comissão dos Terreiros Tombados da Bahia e outras lideranças religiosas e da sociedade civil se reuniram com a presidente do STF, Carmem Lúcia. Na ocasião, eles entregaram à ministra um parecer e um memorial com informações históricas, legais e culturais no mundo inteiro relacionados ao sacrifício de animais.

A decisão a ser tomada pelo STF valerá apenas para o Rio Grande do Sul, mas caso seja julgado a favor do MP, “se criaria um contexto de jurisprudência para todos os demais casos envolvendo abate/sacrifício de animais e as mais variadas religiões e tradições presentes em solo brasileiro. Podendo ocasionar o fim destas tradições, ou levar a clandestinidade/marginalidade os/as adeptos/as das mesmas, que continuarão com suas práticas ancestrais”. Alerta Chendler Siqueira, do Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana.

Confira o vídeo com  Kota Mulanji Mona kelembeketa, coordenadora nacional do Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana:


Conheça a lei:
Código estadual de proteção aos animais (Lei Estadual 11.915/2003)
Art. 2º - É vedado: I - ofender ou agredir fisicamente os animais, sujeitando-os a qualquer tipo de experiência capaz de causar sofrimento ou dano, bem como as que criem condições inaceitáveis de existência; II - manter animais em local completamente desprovido de asseio ou que lhes impeçam a movimentação, o descanso ou os privem de ar e luminosidade; III - obrigar animais a trabalhos exorbitantes ou que ultrapassem sua força; IV - não dar morte rápida e indolor a todo animal cujo extermínio seja necessário para consumo; V - exercer a venda ambulante de animais para menores desacompanhados por responsável legal; VI - enclausurar animais com outros que os molestem ou aterrorizem; VII - sacrificar animais com venenos ou outros métodos não preconizados pela Organização Mundial da Saúde - OMS -, nos programas de profilaxia da raiva.
Parágrafo único - Não se enquadra nessa vedação o livre exercício dos cultos e liturgias de matriz africana

Constituição Federal
Art. 5º:
(...)
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
(...)
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade

Lei dos Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998)
Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.


Fontes:
Chendler Siqueira. Subsídios para o debate: julgamento no STF sobre abate tradicional realizado pelos povos de Matriz Africana.
Kota Mulanji Mona Kelembeketa. TRADIÇÃO ALIMENTA NÃO VIOLENTA. Disponível em: www.fonsanpotma.com.br

Portal do STJ: http://www.stf.jus.br

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

6º Agosto Negro Pelotas - Uma história contada por nós mesmxs



Os Coletivos Negada, Räs e Marrabenta preparamos mais uma edição desse evento que é pura Beleza, e Cultura e Resistência Negra.
Nosso objetivo é expandir a voz da comunidade, buscando diversificar as diferentes formas de propagar nossas expressões. Utilizando todos os meios possíveis, físicos e virtuais a fim de preservar e desenvolver nossas manifestações, tomando assim nosso espaço e nos tornando protagonistas, produtores, propagadores e incentivadores do desenvolvimento afro-cultural.


Programação:

Domingo 21/08/2016


ENEGR(Essência)

THE BLACK CINE NA RUA - com open de pipoca
SHOWS:
THC,
PC E AS DAMAS,
DMIX CHARME & IMBN,
JWill e
Mano Rick
Horário: 18:00h às 00:00h
Local: Rua Andrade Neves, entre d. Pedro e Telles


Segunda 22/082016


FORMAÇÃO DA LITERATURA AFRO-BRASILEIRA – Roberta
FRENTE NEGRA – Mailson
CULINARIA AFRICANA - Lili
Horário:14:00h às 17:00h
Local: Clube Negro FICA AHI pra ir dizendo


Terça feira 23/08/2016

THE BLACK CINE
OFICINA DE INTRODUÇÃO AO CINEMA – Vinicius
SHOW: GUILE
Horário: 14:00h às 17:00h
Local: Escola de ensino fundamental luiz augusto de assumpção


Quarta feira 24/08/2016

DOCUMENTÁRIO AGOSTONEGRX
APRESENTAÇÃO: COLAGENS
SHOW: SOUL MAICON
Horário: 14:30h às 16:30h
Local; Escola Nossa senhora dos Navegantes


Quinta Feira 25/08/2016

OFICINA DE RAP - Luan Cunha
SHOW: ZUMBI
Horário: 14:00h às 17:00h
Local; Escola Municipal de Educação Infantil Albina Peres


Sexta Feira 26/08/2016


OFICINA DE DANÇA DE RUA – Francine
PALESTRA DE FEMINISMO NEGRO – Bartira
Horário: 14:00h às 17:00h
Local: EEEF Professor Luis Carlos Corrêa da Silva

[Apoio] SEXTA BLACK
Horário: 19:00 às 22:00h
Local: Mercado Público, Banca 42

Sábado 27/08/2016

DOCUMENTÁRIO NEGRX
SARAU DO GUETO
DO VINIL ao CD
Horário: 20:00h às 00:00h
Local: CDD Dunas


Domingo 28/08/2016


ALMOÇO – FEIJOADA VEGETARIANA

APRESENTAÇÃO:
FILHOS DE TEREZA: FRAGMENTOS DE TEREZA DA SILVA.
SHOWS:
MIRO,
CET’S E DJRED,
Mc MABEIKER,
ZUMBI,
JWILL,
SOUL MAICON
DJ HELÔ
Horário: 13:00 Ás18:00
Local: Balneário dos Prazeres, Hospital do Brinquedo.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

V AGOSTO NEGRO

Êra Preta!

Nos encaminhamos para nossa quinta edição do Agosto Negro, realizada do dia 21 a 30 de agosto de 2015 em Pelotas.

Esse ano visibilizaremos a Juventude Negra, discutindo a questão do Genocídio e a redução da maioridade penal. Esperamos que todxs estejam juntxs para contruir e reconstruir a militância anti-racista!   o/

PROGRAMAÇÃO:
Sex. 21/08 - Festa Preta  á partir das 22hrs
- Discotecagem afro + apresentações artísticas.
LOCAL: OCA - Ocupação Coletiva de Arteirxs.  (Praça da Alfândega- Porto)

Sáb. 22/08 - Oficinas
- Mandalas em fio
- Macrame
- Maculele
- Capoeira

+ Brincadeiras + Sarau Negro á partir das 14hrs
LOCAL: OCA - Ocupação Coletiva de Arteirxs.  (Praça da Alfândega- Porto)

Dom. 23/08 - Trocas de Ideia + Oficinas: á patir das 14hrs
- Falando com as folhas
- Capoeira
- Somaterapia
- Medicina natural + confecção de tinturas
+ Apresentações
LOCAL: Praça Aratiba no Barro Duro*

Seg. 24/08 - Roda de Conversa Movimentos Negros Contemporâneos às 19hrs
- Grupo de Mulheres Negras Rosas do Gueto
(Semana Acadêmica do Serviço Social da UCPel)

LOCAL: Campus II UCPel – Almirante Barroso 1202

Ter. 25/08 - 19h - Roda de Conversa Juventude Negra
LOCAL: Colégio Pelotense (Rua Marcílio Dias, 159)

Qui. 27/08 - 19h - Roda de Conversa Negrx, Educação e Depressão
- Com Francisco Vitória
LOCAL: Clube Cultural Fica Ahí Pra Ir Dizendo (Marechal Deodoro, 368)

Sex. 28/08 - 16h - Atividades em apoio a Marcha Contra o Genocídio da População Negra

- Afropel
- Trem do Sul
- Capoeira
- Exposição do Artista Jonas Fernandes - Protagonismo Negro Através das Imagens
LOCAL: Largo do Mercado Público de Pelotas

Sáb. 29/08 - Oficina de culinária Baiana + Apresentações Artisticas á partir das 10hrs
LOCAL: CDD - Centro de Desenvolvimento Dunas (R. Ulisses Guimarães, 2.057)

Dom. 30/08 - AFROCINE ant-racista - á partir das 14hrs
LOCAL: OCA - Ocupação Coletiva de Arteirxs. (Praça da Alfândega- Porto)

Somem, negada
cresce a luta y a revolta pelxs nossxs injustiçadxs ancestrais e até então.





quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Notícia publicada no Diário Popular sobre a ZAT do Coletivo Negada

A contracultura como educação

Coletivo Negada, com sede no Barro Duro, descentraliza o debate acerca do racismo e do reconhecimento da cultura negra
Lili Rubim (D) e Sassá Souza contam que a troca de informações é a base (Foto: Jô Folha - DP)
Lili Rubim (D) e Sassá Souza contam que a troca de informações é a base (Foto: Jô Folha - DP)
O grupo surgiu em 2011, durante o Acampamento Regional de Cultura Afro, em São Lourenço do Sul (Foto: Jô Folha - DP)
O grupo surgiu em 2011, durante o Acampamento Regional de Cultura Afro, em São Lourenço do Sul (Foto: Jô Folha - DP)
Lá no Barro Duro, bairro em que grande parte da população se declara negra, existe um coletivo. Seu objetivo é deseducar, funcionar como contracultura e, através destes pilares, desconstruir, de dentro da comunidade para fora dela, o ideal branco e elitista de racismo, em vigor há milênios no mundo inteiro. É o Negada, que desde 2011 utiliza oficinas e cursos de formação como forma de resistência e de transformação social.
O grupo surgiu em 2011, durante o Acampamento Regional de Cultura Afro, em São Lourenço do Sul. Lá, André Almeida, estudante de História da UFPel, descobriu o coletivo Afronta, sediado em Santa Maria. Quando voltou para Pelotas, trouxe consigo a ideia de implementar o mesmo ideal na cidade. Juntou-se a acadêmicos de Ciências Sociais e todos passaram a se reunir na biblioteca no Instituto de Ciências Humanas da universidade.
Luta pelas cotas
A primeira ação se deu durante a eleição para a reitoria da UFPel, ainda em 2011. Enquanto a maioria dos estudantes se dividia entre os candidatos, o Negada optou por não apoiar nenhuma chapa, mas sim indagá-las acerca do tema das cotas, à época recém-aprovada de forma constituinte pelo STF.
Nesse momento o grupo cresceu e continuou a realizar atividades pontuais, tal qual o Fórum Cotas Sim e exposição no Clube Cultural Chove Não Molha com fotos e documentos da comunidade negra pelotense.
Porém, este crescimento também culminou na criação de certa oposição ao coletivo. Lili Rubim, membro do Negada, conta que muitas pessoas têm interesse no resgate histórico do negro, mas algumas questões que o grupo costuma tocar enfrentam resistência - as cotas entre elas. "Nos diziam que haveria resistência, mas exatamente esse pensamento é que cria a resistência", comenta.
Enquanto isso
Durante essa parada, o coletivo passou a atuar mais dentro da universidade, desempenhando projetos relacionados à lei que obriga as instituições de ensino a ensinar história e cultura africana, afro-brasileira e indígena - o fizeram através de conversas que tentavam instituir a lei dentro da UFPel. "Sentimos aí que a própria universidade é despreparada para esse tipo de debate", comenta Lili.
Também por isso o Negada passou a realizar, dentro da universidade e onde mais fosse chamado, cursos de formação em educação escolar quilombola e direitos humanos. "São muito legais pela ideia de multiplicar. Trabalhamos normalmente com professores de escola pública e futuros docentes", afirma a membro.
Agosto Negro
Em 2011, juntamente com o coletivo Tranca Rua da Casa 171, o Negada passou a organizar o Agosto Negro, iniciativa com o objetivo, entre outros, de discutir a questão carcerária da população negra. No primeiro ano, a realização foi impulsionada pela construção de um muro que dividia o bairro Navegantes do então novo campus da universidade, o Anglo. "Foi interessante essa primeira edição porque conseguimos ver como estava abafada e quieta a questão do racismo na cidade", conta Lili.
No segundo ano, já com mais parceiros, o projeto se expandiu para mais bairros e foi composto por mais dias. O Negada passou quase duas semanas indo em escolas e bairros com cursos de formação em direitos humanos.
No Barro Duro
A última edição, realizada em agosto passado, aconteceu já na sede do coletivo, onde Lili e Sassá Souza, outra participante do grupo, moram há dois meses. "O bairro nos escolheu", afirma esta. Ela conta que seu contato com o Barro Duro surgiu quando o diretor Caio Mazzilli a convidou para fazer um filme sobre o local, baseado na lenda do Nioro, de Maria Helena Vargas. "Ele se apaixonou pela história de um negro estudar, ser doutor, e não se identificar nem com a academia nem com a cultura dele quando volta. A gente vê dentro da universidade e da escola muitos negros que têm que se tornar brancos mesmo sem se dar conta disso", conta.
Porém, na hora de filmar, as reivindicações da população, criticando principalmente à época certa repressão policial e a falta de saneamento, transformaram o filme quase em um documentário denúncia.
A partir daí, Sassá passou a frequentar o Barro Duro nos finais de semana, até que recebeu a proposta de cuidar de uma casa no balneário. "Casou que já estávamos procurando uma sede para as atividades do coletivo. Todo o final de semana cada um deixa um pedacinho aqui. Se conversa sobre várias coisas e tentamos trazer o máximo de outras coisas que não aprendemos na educação e na cultura convencional", comenta.
Ela exemplifica com o caso de uma menina que "sabia tudo de terreira e queria nos contar. Assim a gente troca informação". Ou dos jovens estudantes, que aparecem na sede desanimados por seus professores falarem sobre grandes nomes da História, mas sempre se esquecendo dos que foram importantes para os oprimidos, tal qual Zumbi dos Palmares, Lampião e Antônio Conselheiro. "Eles sabem pela família, pela capoeira. A educação oral que os mestres griôs trabalham e a gente tenta aqui."

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

IV Agosto Negro - Natureza e Ancestralidade

O Coletivo Negada retorna as atividades com todo axé e alegria com mais uma versão do Agosto Negro trazendo como tema a natureza e a ancestralidade em culto no lugar onde é verde e azul ao mesmo tempo dotado com a mais linda mística da cultura afro-pelotense, o Barro Duro.

Venha cultuar o legado negro conosco com teatro, comida, educação, música e sorrisos.

PROGRAMAÇÃO:

Oficinas:
- Culinária Baiana - Gabriela Rodrigues
- Confecção de tambores - Mario De Souza Maia
- Macramê - Matinho Reis
- Boneca Abaiomi - Sirley Amaro
- Batucada - Camaleão
- Capoeira de Angola - Carole Lêlé
- Maculelê - Rafael Estruc Pereira e Miguel Camaleão
- Coletivo Arteirxs - Bufão (Mestre Didi) e Vendedora de Acaçá - Coletivo Arteirxs
- Origami, Malabares, Grafitti – ArtCidade Criativa
- Tye-dye e tingimento - Rayane Cardoso
- Xequerê - Walter Pingo Mello Ferreira
- Cabelos naturais - Gessi Konzgen
- Alongamento com técnicas de Yoga – Inda Julio
-Confecção de máscaras africanas – Camaleão e Marcos


Além das oficinas, ocorrerá uma mostra de cinema com os curtas-metragens “Barro Duro”, Bricolagem do Coletivo Negada, videoperformance do artista Thiago Araújo, ensaio aberto de dança “Da escravidão ao sincretismo - 4 elementos negros” - Centro Contemporâneo de Pesquisa e Movimento Berê F. S., Jam Session com Tambores Libertários e show com Quintal de Sinhá.

As energias começam a circular às 10h de sábado e seguimos até domingo à noite!


Prestigiem!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Entrevista sobre Ações Afirmativas entre as chapas concorrentes DCE 2014 UFPel

Escute você também, a entrevista  que aconteceu hoje pela manhã na RadioCom 104.5FM sobre a politica de Ações Afirmativas na Ufpel com as duas chapas que concorrem para o DCE 2014!


Lembrando que as eleições serão nos dias 27 e 28 de novembro de 2013 em todos os campus da Universidade e para votar basta ter um documento com foto!

Fiquemos de olhos e cobremos.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Debate sobre Ações Afirmativas aos candidatos ao DCE UFPel 2014


Hoje às 10 horas na RádioCom, logo após o Programa Contraponto RádioCom, Edição ESPECIAL do Programa Escambo. Conversaremos com os representantes das chapas concorrentes - Viração (Chapa Um) e Voz das Ruas (Chapa Dois) - à próxima gestão do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Pelotas - DCE UFPel, sobre suas propostas de ações referentes aos estudantes cotistas na UFPel.

Acesse o nosso blog e refresque a memória sobre o andamento do processo de implementação de cotas na UFPel, e a verdade que pouco mudou de lá pra cá!

(http://coletivo-negada.blogspot.com.br/2013/07/segundo-encontro-na-reitoria-sobre-as.html)

Não esqueçam! Estamos em vigília!

domingo, 1 de setembro de 2013

III Agosto Negro - Fechando os trabalhos

Car@s guerreir@s!
Chegamos ao final de mais uma quinzena de atividades, propostas pelo Agosto Negro. É importante, sempre, ressaltar que esse é um trabalho coletivo, composto pelas mãos e mentes de muitos/as lutadores/as pelo fim do apartheid brasileiro.
E é por isso que queremos agradecer, imensamente, a tod@s que estiveram conosco neste III Agosto Negro - Mobilizando a Luta Negra! Em especial noss@s oficineir@s, realizadores/as e apoiadores: Gabriela Rodrigues, Adriane Ribeiro, Natiele Mesquita, Ricardo da Casa Verde, Eduardo Teixeira, Jean Carlos, Gustavo Vendrame, Alan Jenish, Griô Sirley Amaro, Felipe Martins, Ewerton Mello, Luana Krüger, Lindsay Kramer, Cláudio Carle, Jonas Fernando, Patrezi, Paulo Celente, Edson Rodrigues, Inda Julio, Cirko Akrata, Luana Falcão, Alisson Corrêa, Luan Cunha, Michel "Alemão", Grupo ODARA, Tiago Cassol, Batedor, Jarrão, Marquinhos, Denilson, Jarbas Lazzari, Anderson Martha, Cátia Simone, Patrícia Reis, Johnguen e toda Aedyz Crew, Let's Go, Andressa Mourão, Emerson Fernandes, Fábio Saraiva, Mauro del Pino, Gerson Sebaje, RádioCom, Sind. da Alimentação, AsufPel, Sind. Bancários, Instituto Mário Alves, Coletivo Tranca Rua, assim como tantos outros que nos ajudaram e ainda assim não teriamos como citar a tod@s!

E também um agradecimento especial às escolas e espaços que receberam as atidades do III Agosto Negro: EMEF Nossa Senhora dos Navegantes, EEEM Ginásio do Areal, EMEF Ferreira Vianna, EMEF Piratinino de Almeida, EMEF Getúlio Vargas, Colégio MUnicipal Pelotense, EMEF Dunas, EEEM Dr. Antônio Leivas Leite, Nucleo de Desenvolvimento Dunas(CDD), Casa 171 e Woodstock Discos.

É imensa nossa alegria de poder compartilhar essa luta com vocês. E vamos adiante, fortalecendo nossas raízes, unindo nossas forças, para derrubar todo tipo de discriminação!

Em memória de Rubinei Machado, pois se estamos grandes hoje é porque nós estamos sobre os ombros de muitos antepassados.


Asé!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

III Agosto Negro - Atividades do dia 29, quinta-feira

Vamo que vamo!!! O país pára, mas a luta negra não!

Para hoje temos:


Oficina de Religiosidade Afro

No Ginásio Estadual do Areal (Domingos de Almeida, 2684) às 14 horas.
Ministrado pelo Bàbálorixá Eurico Olufonjayé.



 





Oficina de Produção de Beats
Na sede do DCE UFPel (Gonçalves Chaves, 660), às 15 horas.
Ministrada pelo Paulo Celente Produções.











Reportagem no Diário Popular sobre o III Agosto Negro


Agosto Negro propõe a reflexão sobre formação cultural de Pelotas

Em sua terceira edição, evento organizado pelo Coletivo Negada realiza diversas atividades no município
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Por: Tânia Cabistany
taniac@diariopopular.com.br

Com práticas focadas na valorização da autoestima da comunidade negra de Pelotas, o 3º Agosto Negro - Mobilizando a Negra Luta vai encerrar a segunda quinzena do mês com o saldo positivo da realização de diversas atividades ligadas à arte, à saúde, à educação e à economia solidária. Organizado pelo Coletivo Negada, o evento é um tempo para estudar, praticar a educação e divulgação sobre a história negra e as condições atuais dos afrodescendentes. Propõe a reflexão, por meio de ações voltadas à juventude periférica, da história e importância do negro para a construção cultural, arquitetônica, econômica e social da Princesa do Sul.

Nesta terceira edição, o Agosto Negro em Pelotas se estabeleceu para debater as questões carcerárias, incluindo a proposta do governo, de reduzir a maioridade penal. Com a temática Mobilizando a Negra Luta, são oferecidas em espaços educacionais e abertos atividades descentralizadas, que induzam ao debate. O trabalho é voluntário, de grupos e indivíduos que são e se fazem parceiros na luta antirracista do Coletivo Negada.

Homenagem ao ex-militante do Movimento Negro de Pelotas, Rubinei Machado, que morreu no início deste mês, marca a programação do Agosto Negro 2013. Rubinei tinha um extenso currículo de atividades ligadas à cultura negra. Presidiu o Conselho Municipal da Comunidade Negra, foi diretor Cultural do Clube Cultural Fica Ahí e membro do Fórum #Cotassim Pelotas. De acordo com a militante do Coletivo Negada, Sassá Souza, o próprio coletivo surgiu através do apoio de Rubinei, que sempre lutou pela reparação, por parte do Estado, dos crimes cometidos contra a população negra. "Por isso, esse Agosto Negro é dedicado a ele", ressalta.

A mão de obra escrava
Pelotas é uma das cidades brasileiras que tiveram uma das maiores concentrações de riqueza no período colonial. “Infelizmente, tudo isso graças à mão de obra escrava, que trabalhou no charque séculos afora e que mantém até hoje a cultura de sobrenomes e heranças das famílias escravistas”, comenta Sassá. Nas atividades do Agosto Negro são levados ao debate assuntos como a culinária afro-brasileira, dança afro, cotas estabelecidas por legislação, oficinas de percussão, técnicas renováveis e de reconhecimento entre outros.

A história do Agosto Negro
O Agosto Negro se originou nos campos de concentração da Califórnia, para homenagear os freedom fighters (guerreiros da liberdade) Jonathan Jackson, George Jackson, William Natal, James McClain e Khatari Gaulden. Jonathan Jackson foi morto a tiros fora do Marin County, Califórnia, em 7 de agosto de 1970, enquanto tentava libertar três combatentes pretos presos: James McClain, William Natal e Ruchell Magee.

Ruchell Magee é o único sobrevivente da rebelião armada. Ele é o ex-corréu de Angela Davis e foi preso por 40 anos, a maior parte em confinamento solitário. George Jackson foi assassinado por guardas da prisão durante uma rebelião na prisão de Black San Quentin em 21 de agosto de 1971. Três agentes penitenciários também foram mortos durante a rebelião. Os funcionários da prisão acusaram seis prisioneiros negros e latinos pela morte dos guardas.

Os seis negros ficaram conhecidos como o San Quentin Six. Para honrar esses soldados caídos, os que participaram da fundação coletiva do Agosto Negro usavam braçadeiras negras no braço esquerdo e estudaram livros revolucionários, enfocando as obras de George Jackson. No mês de agosto não ouviram rádio ou assistiram à televisão. Também não comeram ou beberam nada de sal até o pôr do sol. Realizavam exercícios diários, porque durante a Black Agosto a ênfase é colocada em sacrifício, coragem e disciplina.

“O Agosto Negro é tempo de abraçar os princípios de unidade, autossacrifício, educação política, formação física e resistência”, explica Sassá. A tradição do jejum durante a Black Agosto ensina essa autodisciplina. A consciência é a velocidade com efeito de sol a sol (das 6h às 20h). Isso inclui se abster de beber água ou outros líquidos e comer alimentos de qualquer espécie durante esse período.

Em 31 de agosto, o jejum é quebrado. Deve servir como um lembrete constante das condições que o povo negro enfrentou e ainda enfrenta. “Pode ser desconfortável, mas às vezes é bom lembrar a todos aqueles que vieram e se foram antes de nós”, salienta a militante do Coletivo Negada. ”Se estamos grandes hoje é porque estamos sobre os ombros de muitos antepassados”, completa.

O Agosto Negro visa à difusão dos Movimentos de Luta Negra, em memória aos vários militantes presos e assassinados pelo respeito e a dignidade do povo negro. O evento se espalhou por vários cantos do mundo, como Caribe, África do Sul, França e Rússia. Desde 2002, quando a Coordenadoria da Juventude da prefeitura de São Paulo, em parceria com a Coordenadoria de Assuntos da População Negra, trouxe a mobilização para o Brasil, o país integra o calendário mundial dos eventos que formam o Agosto Negro, ocorrendo em cidades como Salvador e São Luiz.

O que é o Coletivo Negada
O Coletivo Negada é um coletivo autônomo de negros e negras que utiliza a cultura afro e a educação como ferramentas de luta contra os vários tipos de discriminação racial. Surgiu no mesmo ano da primeira edição do Agosto Negro, que teve como temática Memória e identidade, e fez um resgate das ações dos clubes negros da cidade. Trata-se de um grupo de estudantes e não estudantes que se reúne para fomentar a discussão, a pesquisa e as ações em benefício da questão afro.

“Sentimos a necessidade de mais ações para que possamos construir mais espaços para debates de como se dá a participação da população negra neste contexto em que vivemos”, observa Sassá. Ela acrescenta que há mais de 400 anos a população negra contribui para construir o mundo em que vivemos, mas até hoje ainda essa história não foi contada. “Ao invés disso, preconceito e exclusão social imperam sobre a vida das pessoas de ascendência africana”, completa.

Conforme a militante, o objetivo do Coletivo Negada é propor ações contínuas e atividades esporádicas com o objetivo de discutir e se instruir para o debate das questões dos afro-descendentes, completa. “Nossa prática não se vincula com partidos políticos, buscamos construir nossas ações de maneira autônoma, nos unindo a quem tem o objetivo de lutar ou solidarizar-se com a causa afro”, adverte. Mais informações podem ser encontradas no blog coletivo-negada.blogspot.com.

Ensinando a reconhecer a habitação
Reconhecendo a habitação. O título da oficina, em princípio, faria você divagar a respeito da sua moradia, de como ela é. Exato. É isso mesmo, porém, conduzido de uma outra forma, nada convencional, na ótica da arquiteta Lívia Damé e aplicada aos alunos da sétima série da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ferreira Viana, na Balsa. Não entendeu? Ela explica: “A proposta é imaginar o bem-estar que pode causar a possibilidade do ambiente que você vive despertar sensações”. E assim ela instigou as crianças a desenharem uma casa ou um ambiente que pensam como seu, como querem que seja.

Levou bergamotas e distribuiu entre os estudantes para resgatar a questão cultural do gaúcho, de comer a fruta no sol. Uma sensação boa. A partir de hábitos simples como esse ela lançou o desafio da construção, na ponta do lápis e no papel. “Se uma cor te faz bem, pinta a parede de sua casa com ela. Se uma horta te faz feliz, planta para depois poder colher”, ensinou.

Igor Marins, 13, iniciava então o desenho de sua casa. “Bem grandona”, definiu, ao justificar o motivo: pretende ter três filhos e cada um vai ter o seu quarto. A colega Ingrid Miranda, 13, ao contrário, iria “produzir” uma casa pequena, mas acabou fazendo grande porque menor é mais difícil de desenhar, admitiu. No futuro vai dividir a moradia com a colega e melhor amiga, Andressa.

Cultos religiosos e o hip hop
Na Escola Municipal Núcleo Habitacional Dunas o assunto foi cultos religiosos e hip hop. As crianças do programa Mais Educação ficaram sabendo que palavras como camundongo, capenga, mazanza, fandango e cacimba vieram para o Brasil com o povo africano. André Almeida e Adriane Ribeiro, do Coletivo Negada, ministraram a oficina, que abordou a religiosidade negra e o Movimento Hip Hop como símbolo da resistência negra. “Ainda existe muito preconceito e metade da população é negra. Não se discute a religiosidade do negro”, ressalta André. A professora Raquel Rodrigues, coordenadora do programa na escola, aprovou o trabalho e disse que outros Agostos Negros virão no educandário.  

link da notícia: http://www.diariopopular.com.br/index.php?n_sistema=3056&id_noticia=NzMwNDc=&id_area=Mg==

terça-feira, 27 de agosto de 2013

III Agosto Negro - Atividades do dia 27, terça-feira.

Hoje as atividades começam às 14hrs espantando o frio!!!!

Reconhecendo a Habitação com Lívia Damé na EMEF Ferreira Vianna (Rua João Thomaz Munhoz, 321 - Balsa)
E também às 14hrs na EMEF Dunas (Rua 1, 470 - Dunas), Oficina de Religiosidades Afro-brasileiras e hip-hop com Adriane Ribeiro e André Almeida.



E às 19 hrs no Colégio Municipal Pelotense (Rua Marcílio Dias, 1597 - Centro), Oficina de Técnicas de Desenho com Jonas Fernando.
 E no Espaço Kontra-kultural Casa 171 (Rua XV de Novembro, 171 - Centro), Oficina Trapézio e Tecido Aéreo com o Cirko Akrata.


Cheguem mais e se aqueçam conosco!!!

domingo, 25 de agosto de 2013

III Agosto Negro - Atividades do dia 25, domingo.

E agora pela tarde... Que tal um filme com bate-papo.?!
Agora lá no Espaço Kontra-Kultural Casa 171 (XV de novembro, 171) está rolando o filme Menino Joel, um documentário sobre a história de um menino da Capoeira na Bahia que foi proibido pela Polícia Militar bahiana. Porquê será..? O debate com Edson pode te nortear!

 Logo depois tem oficina com Inda Rulio de Introdução à pintura. É só chegar!

E devido à chuva o Sofá na Rua ia molhar, e foi transferido para o dia 1 de setembro! Hoje fique de boas na Casa 171 com filmezinho e pinturas e dominguera próxima balancem o esqueleto na Casa mais Fora do Eixo de Pelotas!


Te esperamos!

sábado, 24 de agosto de 2013

III Agosto Negro - Atividades do dia 24, sábado

Hoje o sábado está recheadíssimo de atividades para aquecer o corpo e balançar o esqueleto no climinha frio de Pelotas!
Cheguem povo é tudo nosso!

Lançamento do livro "O ser Capoeirista" do Jarrão no Casarão 6.

Mostra de LP's de Capoeira com Cabeleira  e Discotecagem com Marquinhos e Denilson Dias (Rasta Sul) na Woodstock Discos (R. General Telles, 807-Centro).

 Por motivos de chuva a Mostra Ritu Den-Cidade com Cristiano Araújo não vai rolar. Mas em breve a mostra será divulgada em um próximo evento!
Para acalmar o fim da tarde (18:45) exibiremos o Doc Barro Duro, sobre a praia mais negra do RS.


Esperamos a todXs com simpatia e batucada!
UHURU

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

III Agosto Negro - Atividades do dia 23, sexta-feira

Sexta-feira fechamos uma semana de atividades do III Agosto Negro - Mobilizando a Negra Luta!

Oficina de Tie-Dye

Na Escola Nossa Senhora dos Navegantes (Rua Zumbi dos Palmares, 295 - Navegantes I) às 14 horas. Ministrada pelo Alan Jenisch

O Tie-Dye consiste na técnica de amarrar e tingir permitindo fazer efeitos de diferentes formas e cores em tecidos. Esses efeitos de cores e formas tomou grandes proporções e divulgação com o movimento hippie, nascido nos Estados Unidos na década de 60 e que carregava em sua ideologia a paz, o amor e a liberdade.
Sua origem então acredita-se estar associada a técnica de Batick que surgiu em tribos africanas do Egito Antingo e da Messopotâmia que descobriram como extrair corantes naturais de uma série de plantas e assim realizavam o tingimento em tecidos. Essa técnica com o passar do tempo se tornou um verdadeiro instrumento cultural, que servia para refletir a cultura exuberante da África, com suas estampas grandes, cores fortes e contrastantes, que lembram terra, rituais, florestas, símbolos tribais.
A partir do período das grandes navegações e intensos intercâmbios culturais, mais paises conheceriam a arte do tingimento de tecidos, desenvolveriam suas próprias técnicas e métodos, sendo adaptada aos padrões culturais e artísticas dos diferentes povos. O tie-dye que conhecemos hoje é, principalmente, fruto da interação entre os diferentes movimentos e técnicas que existem ao redor do planeta.

OBS.: Quem for participar da oficina da Tye Die, é importante levar uma peça de roupa para fazer a técnica africana de tingimento, ok?



Diálogos contemporâneos: "Desafios de Resistência Étnico-Religiosa hoje"

Na FaE - Faculdade de Educação UFPel (Rua Alberto Rosa, nº 154, Sala 352), às 19h30.
Mediado pelo Prof. Diego Pereira e pela Profa. Eliane Rubim, integrante do Coletivo Negada.

Ação que integra a SEMANA DO FOLCLORE e que cria um momento propício para discutir as questões Étnicas e Religiosas (UMBANDA) nos dias de hoje.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

III Agosto Negro - Programação dessa quinta, dia 22.

Que chuva que nada, o Agosto Negro não pára!!!

Oficina de Percussão

No Ginásio Estadual do Areal (Av. Domingos de Almeida, 2684 - Areal) às 14 horas.

Ministrado pelo percusionista Patrezi.

Depois de uma longa viagem de bicicleta pelo Brasil, conhecendo os tambores artesanais e tradicionais, Patrezi compartilha seus saberes em uma breve oficina sobre ritmos percussivos brasileiros.

Oficina de Capoeira Angola "O cativeiro e as voltas que o mundo dá"

Na Escola de Ensino Fundamental Nossa Senhora dos Navegantes (Rua Zumbi dos Palmares, 295 - Navegantes I) às 15 horas.

Ministrado pela Luana Falcão, Alisson e Daniel.

A capoeira apareceu no Brasil como luta contra a escravidão. E como já diz a ladainha "É malícia de escravo em busca de libertação".
A capoeira de Angola é uma escola de fundamentos que busca cultivar os ensinamentos passados de geração em geração pelos Mestres que dedicaram e os que dedicam a sua vida a essa arte, e tem também como premissa conservar o respeito pelos nossos ancestrais, em especial aos negros trazidos escravizados da África.
Capoeira nasce da resistência, da necessidade de se defender, da vontade de sobreviver, de viver e do desejo de ser livre. Nessa oficina serão trabalhados alguns aspectos de movimentos vindos da Senzala, da restrição do espaço, do confinamento ao qual os escravos eram submetidos. Serão trabalhados dentro desse contexto histórico a queda-de-quatro, a cocorinha, movimentos basicamente no chão, de ataque, defesa e deslocamento.
A partir da música também será contada um pouco da história da capoeira no Brasil e o contexto social da escravidão na época.

Religiosidade Afro e Hip-Hop

Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Piratinino de Almeida (Av. Domingos de Almeida, 4057 - Areal) às 19 horas.

A graduanda em Antropologia propõe contar uma etnografia sobre família e parentesco na religião afro brasileira.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

III Agosto Negro - Não Pára!!!! Programação do dia 21, quarta-feira

Vamosimbora que o bonde não pára!

Para hoje temos:

Técnicas de Permacultura

Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Getúlio Vargas (Av. 2 - Loteamento Getúlio Vargas, sem número) às 14 horas
Ministrado por Ricardo do projeto Casa Verde

Serão identificados conceitos básicos de permacultura, e como atividade prática, serão construídos placas de isolamento térmico, reutilizando embalagens de caixas de leite e de ovos.

Pensando as Cotas Sociais - Um ano da lei 12.711/12

Na Escola Estadual de Ensino Básico Dr. Antônio Leivas Leite (R. Leopoldo de Souza Soares, 333 - Cohab II) às 19 horas.
Ministrado por André Almeida, integrante do Coletivo Negada

Passado um ano da Lei de Cotas, nos cabe refletir seu percurso histórica, ante  uma constituição federal que desde sempre desfavoreceu negros e pobres. A oficina procura refletir essa trajetória através da história do direito brasileiro. Além de informar sobre o ingresso via cotas nas instituições de ensino federal

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terça-feira, 20 de agosto de 2013

III Agosto Negro - Programação para o dia 20 de agosto - terça-feira

Para hoje, terça-feira, dia 20, seguimos com as seguintes atividades:


Contação de Histórias da Mestre Griô Sirley Amaro

Na Escola Municipal Piratinino de Almeida (Av. Domingos José de Almeida, 4057 - Areal, Pelotas - RS, 96085-470)

Por meio da contação de histórias, a nossa Mestre Griô leva as crianças participantes a refletir sobre o significado de algumas palavras que fazem parte das histórias desta Mestre, que envolvem a cultura Negra da cidade de Pelotas, tão quanto o Estado do RS, além de alguns artefatos da cultura popular como os instrumentos musicais utilizados por ela e o " FUXICO", norteadores das histórias nesta oficina.



Capoeira Angola

No Tablado do Curso de Teatro da UFPel (Almirante Tamandaré esq. Alberto Rosa), às 14 hs.
Ministrada pelo Professor Cláudio Carle (Antropologia - UFPel)

Serão duas horas de atividade mais um momento teórico com descrição do universo da capoeira angola e das razões de sua existência. Aprendizado de movimento de ataque e defesa em capoeira angola e aprendizados sobres toques musicais na capoeira angola.

Conferência "Mundo Atlântico e escravidão moderna ou pensar a modernidade à partir da escravidão"


No Centro de Integração Mercosul (Andrade Neves, 1529), às 15 hs.
Ministrado por Jarbas Lazzari